2 de dezembro de 2008
Ajuda na construção de um paÃs competitivo-4/5
INSERIDO NO MUNDO
Para a elaboração do ranking são analisados 331 indicadores por país, subdivididos em quatro pilares: eficiência do governo, no qual o país ocupa uma das últimas posições, a 51ª; a infra-estrutura, 502 posto; performance econômica, 412; e eficiência de negócios, item no qual o país ganhou 11 posições no ranking em 2008, passando do 402 posto para o 292. Quando se analisam os indicadores que compõem o pilar eficiência de negócios, constata-se uma evolução significativa em quatro tópicos. Produtividade e eficiência, no qual o país evoluiu do 532 posto para o 272; práticas gerenciais, onde passou do 312 para o 232 posto; atitudes e valores, do 292 para o 182; e finanças, que evoluiu do 412 para o 322 lugar.
Do ponto de vista empresarial, o Brasil está inserido no mundo. Há um grande número de multinacionais no país, que desenvolvem cadeias produtivas locais, e há empresas brasileiras se internacionalizando, outras exportando ou concorrendo com produtos importados. Mas o governo brasileiro, que não é pressionado pela concorrência, ainda não se deu conta de que precisa evoluir ganhar eficiência, analisa Arruda. O problema é que o bom desempenho das empresas não se sustenta no longo prazo se a gestão pública não melhorar, diz o professor.
Para Antonio Maciel, as empresas brasileiras vão bem, porque investiram e buscaram eficiência para superar os gargalos do país, como a baixa qualidade da educação,
o pouco investimento em pesquisa e desenvolvimento e a falta de infra-estrutura adequada. O sapo pula por necessidade, não por boniteza, diz o executivo, citando Guimarães Rosa. Já o país vai mal, em sua opinião, porque ainda não atentou para a necessidade de buscar a eficiência na gestão de seu orçamento, o que lhe permitiria reduzir desperdícios e investir onde os recursos se fazem mais necessários, como educação e infra-estrutura.
A evolução da gestão pública é um dos desafios em pauta na Fundação Nacional da Qualidade. Luiz Ernesto Gemignani, da FNQ, informa que a instituição estabeleceu entre suas metas prioritárias promover a melhoria da administração pública e, para isso, busca parcerias com órgãos dos governos estaduais e federal, como o Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização (GesPública).
Hoje, a verba que o governo destina a serviços como saúde, segurança e educação são equivalentes ou até mesmo maiores do que outros países destinam, mas com resultados inferiores. O que demonstra que o problema não está na verba, mas no gerenciamento dos recursos. Os conceitos do MEG são universais e podem colaborar com o ganho de eficiência pública, diz Gemignani.
Aloysio Carvalho-aloysiocarvalho.yahoo.com.br
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